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A tecnologia das UBS

18.06.2018

Por Edison Lemos

A figura da UBS só surge no cenário das sementes a partir da segunda metade dos anos 70. Foi de 1975 em diante que a cooperativa passou a enxergar sementes como um negócio. "Nós fomos visitar algumas regiões no Rio Grande do Sul e São Paulo, onde já estava mais evoluída a produção de sementes e havia técnicas mais avançadas. Então juntamos algumas ideias e fizemos o projeto de uma UBS com capacidade de receber semente a granel. O projeto foi montado por uma consultoria estrangeira chamada Kongskilde, que produzia silos, máquinas de limpeza, elevadores, correias transportadoras. Era uma tecnologia europeia. Eles fizeram o projeto por completo, que está funcionando até hoje, depois de 40 anos.

A UBS Itaberá (SP) surge em 2016 quando o advento da transgenia traz para o cenário a Lei das Cultivares. As empresas de genética começaram elas próprias a comercializar sementes, para poder controlar os 'royalties'. Mas elas não produziam as sementes. Essa produção era terceirizada. Foi essa oportunidade de negócios que a cooperativa enxergou para construção de sua nova Unidade de Beneficiamento de Sementes.

Segundo Frans, ao longo da história, quem sempre esteve à frente fazendo acontecer as coisas relacionadas à busca de inovações e tecnologias na produção de sementes foram a área técnica e o comitê de produtores da área agrícola da cooperativa. Ele considera que a assistência técnica e a Fundação ABC em seu papel de experimentação e validação de tecnologias, sempre foram pilares do desenvolvimento da cooperativa e da região.